Especialistas apontam drama do sistema de saúde marfinense

19 abril 2011

Delegação da OMS relatou a ausência generalizada de profissionais nas instalações sanitárias no oeste; OIM retoma evacuação de migrantes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Todo o sistema de saúde foi paralisado no oeste de Cote d'Ivoire devido à recente onda de violência, referiu um grupo de especialistas da Organização Mundial da Saúde.

Em nota publicada esta terça-feira, em Genebra, a agência aponta que após uma deslocação de três dias à região, o grupo relatou a ausência de profissionais em instalações sanitárias.

Especialistas

De acordo com as informações do grupo, em nenhum dos hospitais da região foram encontrados cirurgiões ou ginecologistas e a maioria dos médicos de clínica geral e enfermeiras especializadas tinha fugido devido à violência

Apenas cinco dos 15 centros de saúde do distrito de Guiglo operam com limitações. A equipa visitou Duékué, onde mais de 27 mil pessoas estão concentradas num acampamento de uma missão católica com receios da continuação da violência étnica.

Migrantes

Entretanto, a Organização Mundial para Migrações,OIM, anunciou que um comboio de nove autocarros transportando 639 malianos e mauritanos deixou a capital comercial Abidjan, com destino à vila de Bouaké, no norte.

Trata-se da primeira evacuação a ser realizada desde Março, quando as operações foram interrompidas com a intensificação dos combates em Abidjan.

 

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