Portugal quer maior coordenação de países lusófonos na ONU
BR

14 abril 2011

Embaixador Moraes Cabral diz que nações de língua portuguesa poderiam se esforçar para falar “em uma só voz” e votar juntas "sempre que possível" nas eleições da organização.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Portugal está defendendo uma maior aproximação dos países de língua portuguesa nas Nações Unidas. Segundo o embaixador português, José Filipe Moraes Cabral, os oito países lusófonos poderiam começar a falar "a uma só voz" em grandes reuniões da organização, como por exemplo, em debates da Assembleia Geral.

Nesta entrevista à Rádio ONU, Moraes Cabral tomou como exemplo, os países nórdicos que costumam discursar em um só grupo. Segundo ele, o mesmo poderia acontecer com os oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, em comunicados na ONU.

Bloco Eleitoral

"Por que que a presidência da Cplp não fala em nomes dos oito Estados-membros da Cplp? Os países nórdicos o fazem. Um outro domínio, seria uma articulação e coordenação dos oito países de língua portuguesa na forma como votam em muitas das eleições das Nações Unidas. Se os países de língua oficial portuguesa apresentarem-se como um bloco eleitoral, quando isso é possível, eu acho que é isso é muito significativo, em termos de capacidade de afirmação da Cplp na Nações Unidas", explicou.

Em 2008, o governo de Portugal iniciou com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa um plano de ação para promover o idioma em organizações internacionais, incluindo a ONU.

Na época, Portugal ocupava a presidência rotativa da Cplp. A proposta foi confirmada dois anos depois por Angola, que detem a presidência atual, durante um encontro, em março passado, com os oito países-membros do bloco no Brasil. O documento ficou conhecido como Plano de Ação de Brasília.

 

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