População marfinense tem sabido encarar o próprio destino, indica Onuci

13 abril 2011

Missão da ONU em Cote d’Ivoire aponta que quadro legal necessário para o efeito tem vindo a ser propiciado pela comunidade internacional.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Apesar dos recursos limitados, os marfinenses têm sido capazes de abordar a crise política desencadeada após as eleições presidenciais de Novembro, apontou o chefe da Missão da ONU em Cote d'Ivoire, Onuci.

Num relatório apresentado esta quarta-feira no Conselho de Segurança, Young-Jin Choi realçou o apoio da Comunidade dos Países da África Ocidental, Cedeao, a União Africana e o Conselho de Segurança da ONU.

Condições

Segundo apontou, as organizações estão a providenciar o quadro legal necessário para que os próprios marfinenses encarem o seu destino.

Em entrevista à Rádio ONU, antes da reunião, o embaixador de Portugal junto das Nações Unidas, José Filipe Moraes Cabral, falou dos desafios para a aproximação das partes do conflito marfinense.

Governação

"É um país fracturado que sofreu uma guerra civil. É óbvio que para que a administração Ouattara leve avante uma governação eficaz do país, tem que desenvolver todos os esforços no sentido de reconciliar as partes e os irmãos desavindos do país. O outro elemento é que é necessário repor muito rapidamente a ordem e a segurança", considerou.

Young-Jin Choi considerou desnecessária a crise desencadeada pela recusa de Gbagbo em deixar o poder, após vitória eleitoral de Alassane Ouattara. O antigo presidente mafinense rendeu-se às forças de Ouattara nesta segunda-feira.

 

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