Ban alerta para agravamento da situação humanitária na Líbia

13 abril 2011

Secretário-Geral aponta possível cenário de mais de 3,6 milhões de afectados pela crise no país, na reunião do Grupo de Contacto sobre a Líbia, em Doha.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU defendeu ser crucial que a comunidade internacional tenha uma acção concertada, fale a uma só voz e trabalhe em prol da causa comum em nome do povo líbio.

Ban Ki-moon alertou para o agravamento da situação humanitária no país, durante o seu discurso aos participantes da primeira reunião do Grupo Internacional de Contacto sobre a Líbia, esta quarta-feira na capital do Qatar, Doha.

Pior dos Cenários

Desde Fevereiro, ocorrem confrontos entre forças pró-governamentais e rebeldes que exigem que o líder Muammar Kadafi deixe o cargo. O Secretário-Geral sublinhou que no pior dos cenários, mais de 3,6 milhões de pessoas podem ser afectadas pelo conflito.

Antes do encontro, o embaixador de Portugal junto das Nações Unidas, José Filipe Moraes Cabral, disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, que é urgente buscar uma solução política para a crise na Líbia.

Solução Política

"Se não houver uma solução política rápida para este conflito, tenderá a eternizar-se, podendo levar inclusivamente a uma fractura da Líbia. Pode afectar a integridade territorial da Líbia do modo como o conhecemos neste momento. De modo que sem solução política, não haverá resolução para a actual crise e os riscos de eternização são evidentes", apontou.

Ban Ki-moon defendeu a acção da comunidade internacional apontando para o objectivo de "proteger civis da violência perpetrada pelo próprio governo."

Organizações Participantes

Além do secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, participam no encontro o presidente da União Africana, Jean Ping, o secretário-geral da Organização da Conferência Islâmica, Ekmeleddin Ihsanoglu, e a alta representante da União Europeia para os Assuntos Externos e Políticas de Segurança, Catherine Ashton.

Na sexta-feira, Ban segue para o Egipto para liderar um encontro de organizações regionais, no âmbito dos esforços para assegurar a continuação da coordenação da resposta internacional para a crise líbia.

 

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