Confrontos provocam fuga de mais de 33 mil somalis

8 abril 2011

Mais de metade deixa Mogadíscio fugindo de confrontos entre forças do governo e milícias al-Shabaab; número de desalojados ultrapassa 1,4 milhão.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 33 mil somalis foram desalojados nas últimas seis semanas, na sequência de confrontos entre forças do governo e milícias al-Shabaab no centro e sul do país, referiu esta sexta-feira o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Em declarações à imprensa, em Genebra, o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, deu conta da ocorrência de confrontos esporádicos que estão a ser monitorizados pela agência.

Desespero

Segundo o porta-voz, muitos desalojados estão em situação de desespero e do último grupo, mais de metade partiu de capital, Mogadíscio, onde estão concentrados cerca de 372 mil de 1,4 milhão de desalojados do país do Corno de

África

Grande parte dos deslocados fugiu de bombardeamentos ocorridos em Dhoobley, uma cidade situada ao longo da fronteira com o Quénia, tida como o último ponto de trânsito para somalis que se deslocam ao complexo queniano de refugiados de Dadaam.

Países Vizinhos

De acordo com a agência, cerca de 31 mil desalojados chegaram ao Quénia em 2010. O país acolhe cerca de metade dos 680 mil refugiados somalis estacionados nos países vizinhos.

De 12 a 13 de Abril decorre um encontro em Nairobi, entre o Governo Federal de Transição da Somália, partidos políticos e parceiros internacionais. O encontro vai abordar a situação do país, que está sem um governo funcional desde 1991.

A ONU estima que a crise humanitária na Somália esteja a afectar mais de 3,2 milhões de pessoas, o equivalente a 40% da população.

 

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