Peritos indicam haver actividade de mercenários em África

8 abril 2011

Encontro encerrado em Genebra apela a Cote d’Ivoire e Líbia para ratificarem a convenção contra os mercenários.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Continua a haver actividade mercenária em África, indicou esta sexta-feira o grupo de trabalho das Nações Unidas sobre o uso de mercenários.

Após discutir os recentes eventos na Cote d'Ivoire e Líbia, o relator-chefe do grupo, José Luís Gomez de Prado, disse que mercenários "estão a ser usados como meios para impedir o exercício do direito dos povos à autodeterminação."

Violações

No fim da 12ª sessão do grupo de especialistas, em Genebra, ele referiu que a principal preocupação prende-se com relatos de "envolvimento de mercenários em graves violações dos direitos humanos."

Na Cote d'Ivoire, estima-se que centenas de pessoas morreram nos combates na sequência da recusa de Laurent Gbagbo em deixar o cargo para Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como vencedor das presidenciais marfinenses do ano passado,

Fuga de Subsaarianos

Na Líbia, ocorrem confrontos na sequência de protestos antigovernamentais que iniciaram em Fevereiro.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que receios de ataques contra migrantes da África Subsaariana na Líbia, levaram a que pelo menos 9 mil atravessassem a fronteira para os países vizinhos.

Os cidadãos eram tidos por mercenários ao serviço do líder Muammar Kadafi.

O grupo de peritos reiterou o seu apelo aos dois países africanos "para ratificarem a Convenção que proíbe o recrutamento, uso, financiamento e treino de mercenários de 1989."

 

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