Equipe de direitos humanos investiga assassinatos na Costa do Marfim
BR

8 abril 2011

Alto Comissariado da ONU recebeu relatos de que mais de 100 corpos teriam aparecido nas últimas 24 horas; membro da organização se reuniu com representantes de Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo para discutir o assunto.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral assistente de Direitos Humanos da ONU, Ivan Šimonovic, reuniu-se com representantes do presidente eleito da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, e do presidente em exercício, Laurent Gbagbo sobre o aparecimento de mais de 100 corpos nas últimas 24 horas.

Uma equipe do Alto Comissariado de Direitos Humanos está investigando o assunto, além de outras violações cometidas no conflito pós-eleitoral do país africano.

Após o resultado das eleições, no ano passado, que teria dado vitória a Ouattara, o presidente Gbagbo se recusa a deixar o cargo. A violência política já causou centenas de mortos e a fuga de mais de 1 milhão de pessoas.

Vítimas Queimadas

De acordo com os novos relatos, várias vítimas teriam sido queimadas vivas e lançadas em poços. Em nota, o Alto Comissariado diz que os corpos foram encontrados por suas equipes em três cidades diferentes, do oeste da Costa do Marfim.

Os peritos da ONU acreditam que as vítimas sejam da etnia Guerre, simpatizante de Laurent Gbagbo. Para eles, as mortes ocorreram durante a invasão de forças leais a Ouattara à cidade de Duékoué.

Um sobrevoo ao vilarejo de Blolequin, no leste da cidade, encontrou 40 cadáveres. A equipe descreveu o local como uma "cidade fantasma".

Outros 60 corpos foram descobertos em Guiglo, incluindo de cidadãos da África Ocidental.

Segundo agências de notícias, Laurent Gbagbo continua cercado por forças pró-Ouattara em sua residência na capital comercial do país, Abidjan.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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