Quenianos acusados de violência pós-eleitoral são ouvidos em Haia

7 abril 2011

Os três poderão responder por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional; segunda audição será nesta sexta-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Três quenianos acusados de perpetrar violência pós-eleitoral em 2008 compareceram esta quinta-feira, pela primeira vez, perante o Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Os ministros William Ruto e Henry Kosgey e o jornalista de rádio, Joshua Sang, apresentaram-se no tribunal para ouvirem acusações de crimes contra a humanidade, incluindo assassinatos, transferência forçada e perseguição.

Alegações

Alegações de fraude eleitoral nas presidenciais de Dezembro de 2007 conduziram aos confrontos étnicos que causaram a morte de cerca de 1500 pessoas.

Durante as audições, os juízes do TPI questionaram aos três acusados se estariam suficientemente informados sobre as alegações e os seus direitos.

O grupo, que integra seis figuras proeminentes da política e do governo, foi intimado a comparecer ao tribunal pelo seu papel na violência pós-eleitoral.

Dois Processos

O promotor-chefe do TPI, Luís Moreno OCampo, apresentou o caso em dois processos, acusando os membros do governo e da oposição de instigarem a violência. Todos negam envolvimento nos crimes.

Na sexta-feira, o vice primeiro-ministro e ministro das finanças, Uhuru Kenyatta, comparecerá diante do tribunal juntamente com o chefe dos Serviços Civis, Francis Muthaura e o antigo comandante da Polícia, Hussein Ali.

Os três devem ouvir acusações de assassinato, transferência forçada, estupro e perseguição.

 

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