Haia ouve alegados implicados na violência do Quénia

7 abril 2011

Três ministros integram lista; mais de mil pessoas morreram devido a confrontos pós-eleitorais em 2008.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Arranca esta quinta-feira na sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia, a audição dos seis suspeitos de participação em possíveis crimes contra a humanidade ocorridos na violência pós-eleitoral no Quénia, em 2008.

Os confrontos resultaram em incidentes que saldaram-se em mais de mil mortos e 3,5 mil feridos. Segundo estimativas oficiais, mais de 600 mil pessoas foram desalojadas.

Acusações

Os convocados são o vice primeiro-ministro e ministro das finanças, Uhuru Kenyata, William Ruto, titular da pasta da Educação, Ciência e Tecnologia e Henry Kosgey, que assume a pasta da Industrialização.

A lista dos alegados implicados inclui o chefe dos Serviços Civis, Francis Muthaura, o antigo comandante da Polícia, Hussein Ali e Joshua Sang, um jornalista de rádio. Todos negam envolvimento nos confrontos.

Fundamentos

No princípio de Março, a câmara pré-julgamento do TPI disse ter encontrado "fundamentos substanciais para acreditar na responsabilidade directa ou indirecta dos implicados em vários crimes."

As acusações incluem "autoria ou participação em assassinatos, transferência forçada ou perseguição."

O promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, indicou que nas oito províncias quenianas teriam ocorrido centenas de estupros e a destruição de mais de mil propriedades, durante os 30 dias de confrontos.

 

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