Tribunal de Haia poderá apurar violações na Costa do Marfim
BR

6 abril 2011

Em comunicado, promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, disse que ação iria investigar morte de civis no país africano durante violência pós-eleitoral.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A promotoria do Tribunal Penal Internacional, TPI, em Haia, informou que poderá abrir uma investigação sobre violações e assassinatos "generalizados e sistemáticos" na Costa do Marfim.

A medida deverá "apurar relatos de mortes de civis" pelos lados que participam do conflito. A nota emitida em nome do promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, sugere que um exame preliminar está sendo feito, "tendo como passo seguinte o uso dos poderes independentes do promotor para pedir autorização para o pré-julgamento em Haia."

Comunidade Internacional

A violência política na Costa do Marfim começou no ano passado após o resultado das eleições presidenciais, que teriam dado vitória ao líder da oposição, Alassane Ouattara. O presidente Laurent Gbagbo recusou-se a deixar o posto. Ouattara foi reconhecido pela comunidade internacional como o vencedor. Os dois tomaram posse, em eventos separados.

Nos últimos dias, forças pró-Ouattara intensificaram a ofensiva para forçar Gbagbo a abandonar o poder.

Durante o fim de semana, centenas de pessoas morreram na operação, mas as forças de Ouattara negam as informações.

A violência já causou 1 milhão de refugiados na Costa do Marfim.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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