Pillay diz ao governo do Iêmen para acabar com violência
BR

5 abril 2011

Segundo alta comissária de Direitos Humanos, mais de 100 pessoas foram mortas no país nos últimos dois meses em protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas pediram ao governo do Iêmen para terminar a violência política no país.

Segundo a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, mais de 100 pessoas morreram na nação, do sudoeste da Ásia, desde o início dos protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh, há dois meses.

Repressão

Somente nesta segunda-feira, forças de segurança iemenitas teriam matado 15 pessoas ao atirar contra os manifestantes em Taiz, no sul da capital Sanaa.

Pillay disse que o grande número de mortos mostra que o governo do Iêmen está usando força em excesso contra os participantes dos protestos, o que segundo ela é inaceitável.

Em meados do mês passado, mais de 45 pessoas morreram na capital iemenita em ações de repressão dos protestos.

A alta comissária da ONU pediu às autoridades do Iêmen que parem com o que ela chamou de "assédio, detenções e expulsões de ativistas dos direitos humanos, jornalistas e minorias" no país.

Navi Pillay disse ainda que o governo deve ouvir os clamores por reforma, iniciando um diálogo sério com a oposição para acabar com a violência no Iêmen.

 

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