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Pillay diz ao governo do Iêmen para acabar com violência BR

Pillay diz ao governo do Iêmen para acabar com violência

Segundo alta comissária de Direitos Humanos, mais de 100 pessoas foram mortas no país nos últimos dois meses em protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas pediram ao governo do Iêmen para terminar a violência política no país.

Segundo a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, mais de 100 pessoas morreram na nação, do sudoeste da Ásia, desde o início dos protestos contra o presidente Ali Abdullah Saleh, há dois meses.

Repressão

Somente nesta segunda-feira, forças de segurança iemenitas teriam matado 15 pessoas ao atirar contra os manifestantes em Taiz, no sul da capital Sanaa.

Pillay disse que o grande número de mortos mostra que o governo do Iêmen está usando força em excesso contra os participantes dos protestos, o que segundo ela é inaceitável.

Em meados do mês passado, mais de 45 pessoas morreram na capital iemenita em ações de repressão dos protestos.

A alta comissária da ONU pediu às autoridades do Iêmen que parem com o que ela chamou de "assédio, detenções e expulsões de ativistas dos direitos humanos, jornalistas e minorias" no país.

Navi Pillay disse ainda que o governo deve ouvir os clamores por reforma, iniciando um diálogo sério com a oposição para acabar com a violência no Iêmen.