ONU confirma inquérito sobre ataque a centro no Afeganistão
BR

4 abril 2011

Sete trabalhadores da organização em Mazar-e-Sharif foram assassinados na sexta-feira durante protestos contra uma queima do Corão nos Estados Unidos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O chefe da Missão das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, Staffan de Mistura, confirmou que a organização abriu um inquérito para investigar o assassinato de três funcionários e quatro contratados na sexta-feira, em Mazar-e-Sharif, no norte do país.

Os três, uma piloto noruguesa, um romeno e um especialista em direitos humanos sueco foram mortos durante um protesto de pelo menos 2 mil pessoas em frente ao Centro de Operações da ONU na cidade. Foram mortos ainda mais quatro guardas nepaleses, que faziam a segurança do local.

Ameaça

Os corpos dos sete foram levados de volta à capital Cabul, no domingo, na presença dos embaixadores do Nepal, da Noruega, da Suécia e da Romênia.

Numa conversa com o pessoal da ONU na capital afegã, Cabul, Mistura informou que o protesto, que reuniu de 2 a 3 mil pessoas, teria começado pacificamente, mas depois saiu do controle.

Os manifestantes reprovavam a queima do Corão por um líder religioso nos Estados Unidos, Terry Jones. Ele já havia ameaçado fazer uma queima do livro sagrado dos muçulmanos, no ano passado, e desistiu da ideia. Segundo agências de notícias, Jones finalmente queimou um exemplar do livro no último dia 20.

Mistura acredita que o protesto foi desviado para a sede da ONU no local porque o Consulado americano ainda não havia sido aberto.

O chefe da Unama disse que a polícia afegã não conseguiu conter os manifestantes quando eles começaram a atirar pedras e balas de revólver contra o centro. Ele informou que apesar de terem sido atacados, os soldados da ONU preferiram não atirar contra os manifestantes. Após o ataque, a ONU decidiu remanejar o pessoal para a capital Cabul enquanto o local é reconstruído. O governador da província acredita que os assassinos se infiltraram nos protestos para praticar o ataque. 

 

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