Pillay quer apuração de violência na Cote d’Ivoire
BR

1 abril 2011

Alta comissária de Direitos Humanos recebeu informações de que forças pró-líder da oposição teriam cometido violações e pediu inquérito.

João Rosário, para a Rádio ONU de Lisboa.*

O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU disse que recebeu informações de que forças ligadas a Alassane Ouattara, na Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, teriam cometido violações dos direitos humanos.

Ouattara é considerado pela ONU e outros representantes da comunidade internacional, o vencedor das eleições presidenciais, realizadas no ano passado, mas o presidente Laurent Gbagbo se recusa a deixar o poder.

Marcha

Os choques entre simpatizantes e opositores dos dois políticos têm se intensificado em uma das principais cidades marfinenses, Abdijã.

O porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, disse nesta sexta-feira, que há relatos não-confirmados de que as forças leais ao presidente eleito Alassane Ouattara, conhecidas como Forças Republicanas da Cote d'Ivoire, teriam cometido violações dos direitos humanos durante a marcha para a cidade.

Colville disse que não deve haver atos de vingança. E disse que as forças devem ter moderação. Ele lembrou que uma comissão internacional de inquérito está sendo formada para analisar os casos de violações dos direitos humanos no país africano. Colville disse ainda que o Tribunal Penal Internacional está também envolvido no processo na Cote d'Ivoire.

O porta-voz informou que houve saques, denúncias de extorsão, além de sequestros, prisões arbitrárias e maus tratos de civis.

Há também relatos de violações contra civis cometidos por militares leais ao ex-presidente Laurent Gbagbo.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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