Unicef apoia mais de 60 rádios comunitárias em Moçambique

30 março 2011

Agência defende que veículo permite expressar preocupações da população e exercer pressão às autoridades locais a favor de um melhor serviço público.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, anunciou o apoio à instalação de mais de 60 rádios comunitárias, que operam sem fins lucrativos em Moçambique.

A iniciativa está a ser levada a cabo em várias províncias moçambicanas, incluindo Gaza, no sul, onde a rádio é usada maioritariamente pela população pobre.

Impacto Rural

Em Moçambique, mais de 70% da população vive no meio rural, onde as rádios comunitárias constituem a ferramenta mais poderosa de comunicação, refere a agência.

Para o Unicef, num país onde apenas 8% da população tem o português como primeira língua, as rádios comunitárias exercem um maior impacto sobre a comunidade. Em línguas nativas, "transmitem informação sobre a prevenção de calamidades naturais, adopção de comportamentos de menor risco para a saúde e de mobilização social."

Expressão

A agência da ONU considera ainda que as rádios comunitárias permitem que a população exprima suas preocupações e são uma forma de pressão sobre as autoridades locais, visando uma melhor prestação do serviço público.

Para o Unicef, as rádios comunitárias são um dos mais eficazes canais de comunicação em Moçambique, devido à maior abrangência.

Falta de Rádio

Um estudo sobre o acesso à informação indica que 39% das crianças moçambicanas, sobretudo das zonas rurais, enfrentam graves carências de informação por falta de rádio ou televisão.

Para alterar o quadro, o Unicef está a patrocinar desde 2005 a produção de programas infantis, com a coordenação do Fórum Nacional das Rádios Comunitárias.

 

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