Unodc reforça empenho contra piratas somalis

30 março 2011

A luta contra a pirataria ao largo da Somália conta com uma prisão preparada para receber os criminosos e com o compromisso da agência da ONU que combate o crime em continuar a ajudar os países da região.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

O director-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, Yuri Fedotov, declarou que a agência está empenhada em criar condições para que a justiça possa acusar os responsáveis por crimes de pirataria na região da Somalilândia.

No decurso de vários encontros realizados na África oriental, Fedotov reuniu-se com o presidente Ahmed Mohamed Mohamud e com o ministro da justiça desta região.

Prisão

Entre os esforços para enfrentar a pirataria que estão a ser desenvolvidos, o Unodc está a dar assistência às autoridades no combate a este crime e a procurar atingir as causas profundas da pirataria, por forma a alcançar soluções de longo prazo para o problema.

O director-executivo do Unodc visitou a prisão de Hargeisa, recentemente remodelada com apoio da agência da ONU.

Trata-se da primeira prisão da área a ser renovada em 50 anos e é vista como tendo um papel importante a desempenhar no combate à pirataria. As instalações contemplam espaço para os piratas capturados pela guarda costeira da Somalilândia e para outros prisioneiros.

Meios judiciais

Referindo-se à necessidade de criar uma resposta coordenada contra este crime, Yuri Fedotov disse que "assegurar que os meios judiciais em terra estão operacionais é muito importante para o sucesso na luta contra a pirataria".

Adiantou ainda que o "Unodc está a trabalhar com as autoridades da Somalilândia e de outros países em reformas nos processos judiciais de modo a acelerar as respostas a um problema que afecta quer o comércio e as viagens marítimas, quer para o desenvolvimento local".

Em média ocorreram 26 actos de pirataria por ano entre 2000 e 2007 na costa da Somália. Em 2008 o número de crimes subiu para 111 e tem vindo a crescer desde então.

No ano passado foram registados mais de 400 crimes de pirataria na região. Mais de 750 tripulantes de navios ficaram reféns dos piratas.

 

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