ONU condena ataques a civis e a helicóptero na Côte d’Ivoire

30 março 2011

Apesar dos disparos contra o aparelho terem falhado o alvo, a missão de paz, Onuci, diz que o ataque pode configurar um crime de guerra; em Abidjã pelo menos 10 civis foram assassinados.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

A Missão de Paz da ONU na Côte d'Ivoire, Onuci, informou que cerca de 10 civis foram mortos em Abidjã por um grupo armado no mesmo dia em que um de seus helicópeteros foi alvo de disparos de forças leais ao presidente do país.

Segundo um comunicado da Onuci, elementos das Forças Republicanas da Côte d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, "dispararam contra o helicóptero mas não conseguiram acertar no aparelho". A missão condena veementemente o ataque que pode ser considerado um crime de guerra.

Disparos

As Forças Republicanas da Côte d'Ivoire apoiam Alassane Ouattara, reconhecido pela ONU e a nível internacional como o vencedor das eleições presidenciais de Novembro do ano passado. Mas o resultado é contestado pelo presidente em exercício, Laurent Gbagbo.

Os disparos ocorreram quando o aparelho da Onuci sobrevoava a cidade de Douékoué, no oeste do país. A cidade tem sido palco de combates cerrados nos últimos dias entre as forças leais de Ouattara e simpatizantes de Gabgbo.

A missão diz ainda que um violento incidente na cidade Abidjã culminou na morte de uma dezena de pessoas. As mortes são atribuídas a elementos apoiantes de Gbagbo. Num comunicado, a Onuci "condena as atrocidades contra civis e avisa que os actos violentos não ficarão impunes".

 

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