OIT diz que diversificar produção aumenta riqueza nacional

29 março 2011

O sucesso do crescimento económico é a diversificação da produção em vez da aposta na exportação tradicional de matérias primas; relatório da OIT refere casos de sucesso económico entre os países de língua portuguesa na África.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

Um estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que a diversificação da produção é fundamental para acelerar as economias dos países menos desenvolvidos.

O documento, "Crescimento, Emprego e Trabalho Decente nos Países Menos Desenvolvidos", revela que o aumento da riqueza destas nações ao longo da última década tem sido "muito volátil porque se tem baseado em exportações de matérias primas em vez de uma estrutura que promova a diversificação da produção". A OIT apela à diversificação dos produtos exportados.

Desenvolvimento nos Palop

O documento divulgado, nesta terça-feira, faz referências aos vários países africanos de língua oficial portuguesa, Palop.

Angola e Moçambique são apresentados como países onde as políticas de promoção da agricultura resultaram em crescimento nas respectivas produções na ordem dos 4% ao ano entre 2004 e 2009.

Já Cabo Verde aparece destacado por ter apostado no sector do turismo para criar emprego e crescimento económico. O arquipélago é ainda referenciado por ter alargado a protecção social dos seus habitantes e por ter aumentado a população activa de 14% para 29% nos últimos 10 anos.

A Guiné-Bissau merece uma referência por estar englobada entre os países com registos significativos na exportação de produtos agrícolas.

Cooperação do Brasil

Além das iniciativas e estratégias nacionais, os avanços alcançados nas economias dos Palop passam também pela cooperação com outras nações, como é o caso do Brasil

Em declarações à Rádio ONU, de Nova York, a chefe da Divisão de Intercâmbio e Cooperação Técnica do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, Raquel de Carvalho Oliveira, disse que a ajuda brasileira irá continuar.

"Isso foi uma política do governo Lula, que começou com essa aproximação dos países africanos. E a presidente Dilma com certeza continuará com essa parceria e ajuda aos países africanos. Principalmente os países que falam a língua portuguesa. Pela questão cultural que é muito próxima ao Brasil, então, nós temos essa parceria e ajuda forte aos países africanos."

Encontro

O relatório da OIT foi preparado para a conferência dos países menos desenvolvidos que vai ocorrer em Istambul, na Turquia, entre 9 e 13 de Maio.

No encontro, os países vão procurar a adopção de um programa de 10 anos que garanta a segurança alimentar, trabalho em condições decentes, redução dos riscos de desastres, resistência às mudanças climáticas e crescimento na utilização de energias alternativas nas 48 nações menos desenvolvidas.

 

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