Desalojados no Japão enfrentam situação precária em abrigos
BR

28 março 2011

O Escritório de Ajuda Humanitária, Ocha, informou que condições de higiene estão piorando; locais concentram milhares de sobreviventes do tsunami e do terremoto de 11 de março.

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.*

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, informou que três semanas após o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão, as condições de higiene em abrigos começaram a piorar.

Nos centros se encontram mais de 250 mil pessoas. De acordo com o Ocha, há registros de aumento de casos de diarreia e vários problemas causados por higiene precária.

Combustível

Uma outra barreira enfrentada pelos sobreviventes é a falta de combustível. Por isso, muitos voluntários e as agências humanitárias não estão conseguindo chegar às populações afetadas.

A tragédia no Japão matou mais de 10 mil pessoas e cerca de 18 mil continuam desparecidas.

O Ocha informou que muitas vítimas estão precisando de acompanhamento psicológico. Algumas reclamam de ansiedade e insônia.

Radioatividade

Nesta segunda-feira, agências de notícias informaram que houve contaminação na água utilizada fora da central nuclear de Fukushima Daichi. Há relatos de que foi encontrado plutônio no solo perto da usina, mas em quantidade não-prejudicial a seres humanos.

Ainda nesta segunda, houve um novo tremor de 6,5 graus na escala Richter na costa norte do Japão, mas o alerta de tsunami foi suspenso.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

 

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