Mundo recorda vitimas da escravatura e tráfico transatlântico (Português África)

25 março 2011

Secretário-Geral reafirma importância do empenho na busca da dignidade humana; ONU vai erguer memorial para as vítimas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O comércio transatlântico de escravos figura entre as piores tragédias da história da humanidade, referiu o Secretário-Geral da ONU, em mensagem alusiva ao Dia Internacional de Recordação das Vítimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico de Escravos. A data é celebrada a 25 de Março.

Ban Ki-moon alertou para a prevalência de práticas de escravidão, como a servidão por dívida, servidão doméstica ou ainda o trabalho forçado, casamentos prematuros e tráfico de crianças.

Aprendizagem

De acordo com o Secretário-Geral, " há muito por aprender dos milhões de africanos abusados, da miséria dos seus descendentes e o impacto sentido até ao momento."

O académico e historiador guineense Leopoldo Amado, da Cidade da Praia, disse à Rádio ONU que é necessária uma acção concertada para reduzir as desigualdades económicas que afastam os afrodescentes dos processos de decisão.

Equidade

"O que espera é que, efectivamente, possa haver uma situação de maior equidade ou oportunidade entre as pessoas. Se possível até uma sociedade mundial, em que a cor da pele dos negros ou dos afrodescendentes não fossem tidos em conta para os afastar dos processos de decisão do acesso ao emprego, à saúde, para que ter esta cor negra não se identifique tanto com a pobreza, com a marginalidade e etc."

O lema das celebrações do Dia, em 2011, é "30 milhões de histórias não contadas". À propósito, Ban Ki-moon disse que o tema reflecte o interesse em documentar os "horrores cometidos, num esforço que está igualmente a ser empreendido pela Unesco."

Crenças

Segundo apontou, ao investir na documentação da escravatura espera-se "ajudar a identificar as assunções e crenças que levaram a prática a florescer, permitindo uma consciencialização para o perigo do racismo e do ódio."

A ONU declarou 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescententes. Um memorial permanente dedicado às vitimas da escravatura e do tráfico transatlântico de escravos será erguido na sede da ONU em Nova Iorque.

Em referência, Ban Ki-moon disse que "reputados ou não celebrados, os heróis mostram que a busca de dignidade humana é a maior de todas as forças."

 

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