Exclusiva: Michael Douglas

24 março 2011

Mensageiro da Paz da ONU Michael Douglas inaugurou exibição sobre desarmamento, em Nova York, com abaixo-assinado da sociedade civil pedindo fim de armas nucleares.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O ator de Hollywood e Mensageiro da Paz da ONU, Michael Douglas, esteve, nesta quinta-feira, na sede da organização, para inaugurar uma exibição sobre desarmamento.

Douglas falou à Rádio ONU, com exclusividade, sobre a importância de se eliminar armas nucleares e lembrou o desastre de Tchernobil.

Líbia

Ele falou ainda à jornalista Julie Walker sobre os bombardeios na Líbia e sua própria luta contra o câncer.

O Mensageiro da Paz da ONU começou a conversa demostrando solidariedade com os japoneses após o tsunami do último dia 11.

Michael Douglas disse que o que sente com relação ao Japão e o que quer passar para as pessoas é que o país, como comunidade, está inspirando admiração em face à tragédia que enfrenta. Ele lembrou que os japoneses estão demonstrando solidariedade e que não há relatos de saques ou outros eventos comuns a uma situação de desespero e catástrofe.

Julie Walker também perguntou como o ator está lidando com a própria adversidade e a luta contra o câncer.

Câncer

Michael Douglas explicou que ele tem enfrentado o tratamento e, no momento, ele está livre da doença. Mas segundo ele, é uma situação diferente da enfrentada pelos japoneses. O ator afirma que no caso do Japão não há muitas escolhas. As pessoas têm que lidar com as consequências do tsunami, sem muito tempo para pensar. Para o Mensageiro da Paz da ONU, o que mais o inspira nos japoneses é que eles estão agora concentrados no que têm que fazer para seguir adiante, e chegará um tempo para viver o luto e refletir sobre tudo o que ocorreu.

A Rádio ONU perguntou a Michael Douglas sobre a questão do desarmamento e a situação no norte da África, especialmente na Líbia.

O ator de Hollywood disse à Rádio ONU que a questão real do debate sobre a Líbia e sobre os rebeldes é o rearmamento deles. Michael Douglas lembrou o que ele chamou de "danos causados à África". O ator citou a reflexão do ex-presidente Bill Clinton em sua autobiografia quando dizia que a "maior tragédia" do governo dele era o caso de Ruanda, e de os Estados Unidos não terem agido depressa sobre o tema. Ele disse que a situação é muito difícil no que diz respeito a atingir um equilíbrio. Michael Douglas contou que está acompanhando notícias de que o governo britânico, além de outros, está discutindo como armar os rebeldes. E perguntou aonde as armas irão quando o conflito terminar.

Tchernobil

O Mensageiro da Paz da ONU terminou a entrevista lembrando o pai, Kirk Douglas, e o desastre de Tchernobil.

O ator de Hollywood explicou que o trabalho dele com as Nações Unidas como Mensageiro da Paz é focalizar em desarmamento. Ele disse que se interessou pelo tema através de sua história pessoal. Michael Douglas lembrou que o pai, Kirk Douglas, é da Belarus. E contou que ao visitar a cidade do pai, totalmente destruída pelo acidente de Tchernobil, na Ucrânia, e chegou muito perto da questão nuclear. Douglas falou sobre seu papel no filme "Síndrome da China". Michael Douglas disse que, a partir daí, passou a trabalhar com uma organização americana sobre a área de desarmamento nuclear. E para ele, o importante é manter o tema vivo e pedir o fim das armas nucleares.

*Reportagem: Julie Walker, da Rádio ONU em Nova York.

 

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