Lepra deixa de ser problema de saúde pública em Timor-Leste

24 março 2011

Entre 2004 e 2011, número de casos da doença baixou de 491 para menos de um, em cada 10 mil habitantes; país é o último a declarar-se livre da doença no Sudeste da Ásia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Autoridades de Timor-Leste declararam, nesta quarta-feira, que a lepra deixou de ser problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que o país do sudeste asiático foi o último da região a atingir a meta.

O presidente timorense, José Ramos Horta, fez o anúncio da eliminação da doença, também conhecida como hanseníase.

Redução de Casos

De acordo com a OMS, foram registados 491 casos de lepra em cada 10 mil habitantes em 2004. No ano passado, os números baixaram de forma dramática para menos de um caso em cada 10 mil habitantes.

A lepra é uma doença que pode ser curada quando diagnosticada no início e as limitações que pode provocar são evitáveis. Estimativas da OMS apontam que, em 25 anos, cerca de 15 milhões de pessoas com lepra foram curadas.

Programa Nacional

A directora adjunta da agência para a região do sudeste asiático, Poonam Singh, disse que a eliminação da lepra em Timor-Leste deveu-se ao sucesso na implementação do programa nacional em oito anos.

Segundo a representante, trata-se de um "feito significativo das autoridades, devido ao esforço contínuo e consistente para eliminar a lepra de Timor-Leste."

Bolsas de Lepra

A OMS aponta, entretanto, para a existência de bolsas da doença e alertou para o facto do período de incubação poder chegar a cinco anos. A agência indica que especialistas receiam que haja casos escondidos da lepra.

Entretanto, as autoridades timorenses referem que funcionários da saúde estão a ser treinados para detectar e tratar a doença a tempo. A meta da OMS é eliminar a lepra como problema de saúde, até 2015.

 

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