Desaparecimentos na Líbia podem ser crime contra humanidade, dizem peritos
BR

24 março 2011

Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados e Involuntários emitiu comunicado sobre ‘centenas de casos’ ocorridos no país norte-africano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A onda de desaparecimentos de pessoas na Líbia devido à violência política no país pode representar crime contra a humanidade. A declaração foi feita por um grupo de peritos das Nações Unidas no tema.

Em comunicado, emitido nesta quinta-feira, o Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados e Involuntários afirmou que está "profudamente preocupado com alegações de que centenas de pessoas teriam desaparecido nos últimos meses no país".

Paradeiro

A violência política na Líbia começou em fevereiro, quando manifestantes saíram às ruas pedindo que o líder Muammar Kadafi, deixasse o poder.

Segundo o Grupo de Trabalho, formado por cinco relatores independentes, a "prática sistemática de desaparecimentos forçados é, por sua própria natureza, um crime contra a humanidade".

De acordo com os relatos recebidos, centenas de pessoas teriam sido levadas para locais não-identificados, onde teriam sido torturadas, recebido tratamento cruel ou até mesmo executadas.

Na maioria dos casos, o paradeiro das vítimas continua desconhecido.

No sábado, uma coalizão internacional começou a bombardear alvos ligados a Kadafi na Líbia para garantir a zona de exclusão aérea, prevista pelo Conselho de Segurança.

 

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