Ban diz que esforços diplomáticos para Líbia continuam
BR

18 março 2011

Declaração foi feita pelo porta-voz do Secretário-Geral, nesta quinta-feira, após Conselho de Segurança aprovar uso da força para proteger civis e zona de exclusão aérea na Líbia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas afirmaram que irão continuar os esforços diplomáticos sobre a situação na Líbia. A declaração foi feita em nota pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ele falou horas após o Conselho de Segurança ter adotado uma resolução autorizando o uso da força para proteção de civis na Líbia, além do estabelecimento de uma zona de exclusão aérea no país. A exceção seria somente para voos de assistência humanitária.

Papel

Antes da votação, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, falou à Rádio ONU sobre o papel da comunidade internacional no conflito.

"Eu creio que nós temos que identificar os nossos objetivos e a nossa posição tem sido sempre de que o primeiro é evitar qualquer desastre humanitário. É um consenso da parte da comunidade internacional como um todo e, nomeadamente daquilo que é o seu recinto central decisório sobre questões de paz e de segurança, o Conselho de Segurança sobre essa matéria: evitar catástrofes humanitárias.

Da parte portuguesa, julgamos que a utilização de meios de violência é sempre um último recurso. Há circunstâncias em que o último recurso tem que ser utilizado e nossa esperança é que não tenha de ser utilizado.", afirmou.

Protestos

Durante a sessão do Conselho de Segurança, o órgão pediu um cessar-fogo imediato na Líbia e o fim de todos os ataques a civis. Segundo a ONU, milhares de pessoas podem ter morrido desde o início dos protestos contra o líder líbio Muammar Kafadi, no mês passado.

De acordo com agências de notícias, o governo líbio declarou um cessar-fogo, nesta sexta-feira, durante o pronunciamento do chanceler do país, Mussa Kussa.

O Secretário-Geral da ONU disse que vai viajar ao norte da África neste fim de semana, onde deve se encontrar com o enviado especial dele à Líbia para discutir a situação.

 

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