Quase 20 contaminações radioativas no Japão
BR

17 março 2011

Segundo a Aiea, explosões de dois reatores deixaram 25 feridos; OMS alerta aos japoneses para evitarem automedicação com iodo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, anunciou nesta quinta-feira que 19 funcionários da central nuclear de Fukushima Daiichi foram contaminados pela radioatividade e outros 25 foram feridos durante as explosões de dois reatores. Dois funcionários estão desaparecidos.

Segundo as autoridades japonesas, mais de 5100 pessoas morreram e mais de nove mil tem o paradeiro desconhecido.

Na quarta-feira, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon conversou ao telefone com o diretor-geral da Aiea, Yukiya Amano e expressou séria preocupação com a situação no Japão. Eles também discutiram detalhes da viagem de Amano ao país, que deve ocorrer em breve.

Alerta

Após relatos da ingestão de medicamentos de iodo para prevenir radiações, a Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou um alerta aos japoneses para que evitem se automedicar com comprimidos de iodo.

Helicópteros continuam a injetar água do mar nos reatores de Fukushima Daiichi em esforço para evitar o aquecimento da central nuclear.

Êxodo

Segundo agências de notícias, governos da Grã-Bretanha, EUA, França e Austrália aconselharam os seus cidadãos a deixarem o Japão. Milhares de japoneses seguem para o oeste ou para o sul do país.

De acordo com o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, a assistência às vítimas do terremoto, tsunami e crises nas estações nucleares está sendo prejudicada pela falta de combustíveis.

O Ocha aponta que também a neve, temperaturas baixas e chuvas dificultam as operações de assistência a mais de 500 mil pessoas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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