Insegurança bloqueia assistência humanitária em Cote d’Ivoire

15 março 2011

Acnur estima em 300 mil o número de desalojados na capital; intensificação dos combates limita acção de funcionários humanitários.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A distribuição de assistência humanitária às populações necessitadas em Abidjã está a ser retardada pelo aumento da insegurança, referem agências humanitárias.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, cerca de 300 mil já pessoas foram desalojadas devido aos confrontos na capital de Cote d'Ivoire, também conhecida por Costa do Marfim.

Combates

Apoiantes do presidente em exercício, Laurent Gbagbo, que se recusa a deixar o poder após as presidenciais do ano passado, combatem os simpatizantes de Alassane Ouattara, internacionalmente reconhecido como o vencedor do pleito.

A porta-voz do Acnur em Genebra, Melissa Flemming, falou das limitações na distribuição do auxílio internacional para os fugitivos, devido à falta de segurança em Abidjã.

Dificuldades

Segundo a porta-voz, notícias de combates na área comercial da capital e de modo geral a situação para os moradores da cidade e funcionários humanitários tende a permanecer delicada, devido à insegurança.

Entretanto, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, apontou esta terça-feira o novo comandante das forças da Missão da ONU em Cote d'Ivoire, Unoci.

Em nota publicada em Nova Iorque refere que o togolês Gnakoudè Béréna vai substituir Abdul Hafiz, do Bangladesh.

O mandato da força da ONU, composta por 9 mil homens, foi ampliado de Dezembro até Junho deste ano. A Unoci foi estabelecida em 2004 para facilitar o processo de paz em Cote d'Ivoire.

Em 2002, o país foi dividido por uma guerra civil nas regiões norte, sob influência dos antigos rebeldes, e sul, controlada pelo governo.

 

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