ONU disposta a apoiar o Japão após explosões em central nuclear

14 março 2011

Agência Internacional de Energia Atômica foi notificada sobre o acidente na central nuclear de Fukushima Daichi no domingo; governo ordenou evacuação em raio de até 20km do local.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As Nações Unidas ofereceram ajuda técnica ao Japão, caso o país precise, após a explosão de um reactor nuclear na central de Fukushima Daichi, neste domingo.

O acidente foi comunicado imediatamente à Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea. Pelo menos quatro funcionários ficaram feridos.

Epicentro

Nesta segunda-feira, a Aiea informou que um terceiro reactor sofreu uma explosão de hidrogénio às 11 h da manhã, horário local.

Horas após o terramoto, na sexta-feira, a Agência de Segurança Nuclear japonesa havia comunicado que as quatro centrais localizadas perto do epicentro estavam fora de risco.

Mas um novo tremor levou à explosão do primeiro reactor do domingo. O governo ordenou a evacuação de todos os moradores de um raio de até 20km de distância da central nuclear.

O encarregado-sénior de Segurança Nuclear da Aiea, José Bastos, disse à Rádio ONU de Viena, que o que está a ocorrer no Japão não tem nenhuma semelhança com o acidente nuclear de Tchernobil.

Reatores

"Os reactores de Fukushima são reactores com desenho completamente diferente do reactor de Tchernobil. Não se espera o mesmo tipo de acidente que aconteceu em Tchernobil. E quando se fala em acidente, esse acidente não está acontecendo dentro do núcleo do reactor como foi o caso em Tchernobil. A explosão que ocorreu foi devido à concentração de hidrogénio dentro do prédio do reactor, mas fora do núcleo do reactor", explicou.

Segundo agências de notícias, pelo menos seis pessoas teriam sido contaminadas pela radiação. As autoridades distribuíram comprimidos de iodo para ajudar a proteger os moradores.

O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que o maremoto é a pior crise já vivida pelo Japão desde a Segunda Guerra Mundial.

O terramoto que atingiu o nordeste do país na sexta-feira registou 8,9 na escala Richter, e foi seguido por um maremoto. Estima-se que milhares de pessoas possam ter morrido.

Até o momento, já foram confirmadas 1,8 mil vítimas fatais. Mas segundo a imprensa local, 2 mil corpos teriam sido resgatados na cidade costeira de Miyagi, nesta segunda-feira.

 

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