Audiências de julgamento de Charles Taylor encerram em Haia (Português África)

11 março 2011

Júri do Tribunal Especial para a Serra Leoa vai reunir para determinar o veredicto; Taylor foi indiciado por crimes de guerra e contra a humanidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Terminaram esta sexta-feira em Haia, na Holanda, as audiências de julgamento do ex-presidente liberiano, Charles Taylor. Os juízes do Tribunal Especial para a Serra Leoa devem reunir para determinar o veredicto.

Taylor foi indiciado por crimes de guerra e contra a humanidade. Ele responde por 11 acusações por alegações que incluem assassinato, estupro e uso de crianças-soldado durante a guerra civil na Serra Leoa. Ele nega as acusações.

Acusação

Segundo agências de notícias, na última audiência, a acusação considerou o ex-líder liberiano de "homem inteligente que tentou enganar o tribunal."

De acordo com as informações, os advogados de defesa de Taylor disseram que o julgamento tem motivações políticas. O ex-presidente liberiano, de 62 anos, é o primeiro líder africano a ser julgado pelo tribunal internacional.

Exílio

Charles Taylor foi presidente da Libéria de 1997 a 2003. Desde então, viveu no exílio na Nigéria, de onde foi extraditado para Haia, em 2006.

O Tribunal Especial para a Serra Leoa foi estabelecido conjuntamente pela ONU e pelo governo daquele país oeste-africano para investigar as violações cometidas na Serra Leoa desde 1996.

Instabilidade

Devido a receios de que o julgamento pudesse ameaçar a estabilidade regional, o caso foi transferido para Haia.

Ele é acusado de armar e controlar os rebeldes da Frente Revolucionária Unida, RUF, durante a guerra civil de 10 anos. O grupo foi associado a mutilações de membros das vítimas e de usar assassinatos para intimidar a população.

 

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