Acnur vê risco de ‘crise humanitária’ na fronteira Líbia-Tunísia
BR

1 março 2011

Número de pessoas que fogem da violência na Líbia subiu para 140 mil nesta quarta-feira; migrantes da África Subsaariana são alvos de ataques por serem acusados de “mercenários”.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que a situação na fronteira entre Líbia e Tunísia está perto de uma "crise humanitária".

Segundo a agência, 140 mil pessoas já fugiram da violência política causada pela repressão aos protestos antigoverno na Líbia. Somente nesta terça-feira, 14 mil chegaram às fronteiras do Egito e da Tunísia.

Pelo menos mil pessoas podem ter morrido desde o início das manifestações contra o regime do líder líbio Muammar Kadafi.

Ataques a Africanos

Em entrevista à Rádio ONU de Paris, o porta-voz do Acnur, William Spindler, disse que africanos subsaarianos estão sendo perseguidos após relatos de que eles "estariam atuando como mercenários."

"Por causa disso alguns migrantes ou refugiados africanos vivem na incerteza, não podem sair, movimentar-se ou buscar proteção por temor de serem atacados por esta confusão. (...) Temos uma equipe no interior da Líbia. São cerca de 20 pessoas sem a capacidade de apoiar os refugiados internos e estes precisam de um apoio importante", disse.

O Acnur informou que a maior dificuldade é com o transporte dos trabalhadores estrangeiros. Há escassez também de água potável.

Nesta terça-feira, a agência montou 500 tendas para receber os refugiados. O Acnur está planejando a chegada de aviões com mais ajuda humanitária.

 

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