Bissau aprova presidência brasileira no Conselho de Segurança

28 fevereiro 2011

Chefe do governo guineense manifesta satisfação com resultados da deslocação a Nova Iorque; Brasil deixa cargo para a China a 1 de Março.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau realçou o papel da presidência rotativa do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, em Fevereiro. A China assume o mandato nesta terça-feira.

Em entrevista à Rádio ONU, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, elogiou o desempenho da embaixadora do Brasil junto à ONU, Maria Luíza Ribeiro Viotti, pelos "surpreendentes" apoios obtidos para o seu país.

Ajuda

"Foi também presidente da Comissão da Consolidação da Paz, que conhece bem a realidade da Guiné-Bissau; é uma senhora que sempre se empenhou para ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar os momentos difíceis e que conheço desde os tempos em que integrava a comissão da Ecosoc. Ela permitiu que tivéssemos um diálogo franco e aberto para de viva voz explicarmos as nossas dificuldades,"disse.

Na sexta-feira, Carlos Gomes Júnior apresentou o informe sobre a situação de defesa e segurança na Guiné-Bissau no Conselho de Segurança. Em encontro posterior, foi anunciada a disponibilização de US$ 16,8 milhões pelos membros da Comissão para a Consolidação da Paz. O Japão doou separadamente US$ 13 milhões.

África

A presidência brasileira no Conselho de Segurança foi dominada por debates de temas africanos, como os protestos anti-governamentais no mundo árabe e o impasse político em Cote d'Ivoire.

No sábado, os países-membros órgão decidiram impor sanções ao governo da Líbia. A Resolução 1970 prevê o congelamento de bens, proibição de viagens e embargo de armas.

O Conselho decidiu ainda encaminhar o assunto ao promotor do Tribunal Penal Internacional, em Haia. Apesar de "orgulhoso" com o papel da presidência brasileira no Conselho de Segurança, o chefe do governo guineense manifestou preocupação com o impacto da violência nos protestos, tendo apelado para uma maior intervenção da liderança africana para desencorajar o uso excessivo da força em manifestações similares.

Violência

"Pensamos que estes países ontem serviram de exemplos - porque o desenvolvimento do Egipto, Tunísia e a Líbia são um orgulho para qualquer africano. Mas hoje estamos preocupados ao vermos esses países a ir para a via da violência. Portanto, pensamos e encorajamos a todos os dirigentes africanos, sejam quais forem as questões que nos dividem, a sentar e reflectir sobre os interesses comuns, para ajudar os nossos irmãos a ultrapassar os problemas que têm actualmente."

O chefe do governo da Guiné-Bissau disse ter manifestado nos encontros mantidos na ONU a disponibilidade da Guiné-Bissau em partilhar a experiência de conflitos e os meios possíveis para apoiar na resolução do impasse político marfinense.

 

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