ONU anuncia “momento de ação” para conter violência na Líbia

25 fevereiro 2011

Secretário-Geral recomenda imposição de sanções; Conselho de Segurança anuncia discussão de medidas neste sábado.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU disse, esta sexta-feira, que "chegou o momento de agir" para proteger as populações da Líbia da violência que se seguiu aos protestos contra o regime do coronel Muammar Kadafi.

Num pronunciamento à imprensa, Ban Ki-moon disse ter apoiado a proposta de suspensão do país do Conselho da ONU para os Direitos Humanos, anunciada durante a manhã.

Proposta

De acordo com o Secretário-Geral, a aprovação vai requerer que a proposta seja apoiada por dois terços dos membros da Assembleia Geral. Ele acrescentou que o presidente do órgão o informara que "o assunto será considerado logo no início da próxima semana."

Ban Ki-moon anunciou ainda que recomendou ao Conselho de Segurança que considere "a imposição de sanções e medidas direccionadas contra responsáveis pela violência."

Acção Decisiva

Segundo Ban, "é momento para acção decisiva e a comunidade internacional deve erguer-se à ocasião."

A embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que assume a presidência rotativa do Conselho de Segurança, disse que, neste sábado, o órgão vai discutir medidas para conter a violência na Líbia. A propósito, Ban referiu que será debatida "uma variedade de opções para acção."

Mortos

No seu pronunciamento, Ban Ki-moon citou estimativas que apontam que a situação de violência já provocou mais de 1 mil mortos. Segundo apontou, tem ocorrido igualmente um agravamento da situação dos refugiados e carência alimentar.

Ban classificou de "histórico momento de viragem" o pedido de ajuda à comunidade internacional, avançado pelo embaixador líbio junto das Nações Unidas no Conselho de Segurança.

Ameaças

Segundo Ban Ki-moon, o presidente Muammar Kadafi e membros da sua família estão a ameaçar a população com a possibilidade de uma guerra civil e assassinatos em massa, caso os protestos continuem.

Nesta segunda-feira, o Secretário-Geral vai deslocar-se a Washington para discutir a situação na Líbia com o presidente norte-americano, Barack Obama e líderes do Congresso.

 

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