FAO: estudo sobre produção de alimentos e energia
Estudo expõe exemplos de sucesso na combinação dos dois tipos de produção, que incluem a economia de custos para os agricultores.
[caption id="attachment_192208" align="alignleft" width="175" caption="Foto: FAO"]
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
A produção simultânea de alimentos e de fontes de energia oferece uma das fórmulas para aumentar a segurança alimentar, energética e combater a pobreza, refere a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura, FAO.
Um estudo sobre a eficiência do uso integrado da produção alimentar e de fontes energéticas, publicado esta quinta-feira, em Roma, ilustra como abordar os obstáculos na combinação dos dois tipos de produção.
Sucesso
O relatório aponta a República Democrática do Congo como um caso de sucesso. Em uma área próxima da capital Kinshasa, sistemas integrados de produção alimentar e energética são implementados num campo de100 mil hectares.
Os agricultores produzem mandioca e outras safras, ao mesmo tempo que processam a madeira para produzir carvão vegetal.
Produção de Biogás
Foi igualmente apontado o caso do Vietname, onde agricultores triplicaram os seus rendimentos com a combinação da produção agrícola, gado e piscicultura com a geração de biogás para cozinha.
O método permitiu economizar custos e substituir os fertilizantes químicos por compostos gerados a partir da produção de biogás.
Benefícios
De acordo com o director-geral adjunto para os Recursos Naturais da FAO, Alexander Müller, "os sistemas agrícolas e de fontes energéticas podem trazer numerosos benefícios às comunidades pobres rurais."
Segundo apontou, famílias de agricultores pobres "podem usar restos de colheitas para produzir bioenergia."
Combustíveis
No sector agro-florestal, ele referiu-se ao uso de "restos de árvores para fertilizar campos de produção de frutas e à utilização de resíduos de produtos como o café para produzir combustíveis."
Ele explicou que vários tipos de alimentos e sistemas energéticos são usados para produzir de biogás que pode reduzir a morte anual de "mais de 1,9 milhões de pessoas devido à exposição ao fumo libertado por fogões."
Ao combinar as práticas de produção, pode-se contribuir para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, relativamente ao combate à pobreza e fome, além da gestão sustentável de recursos naturais, refere a FAO.