Política e Direitos Humanos no Oriente Médio

11 fevereiro 2011

Alta comissária da ONU sobre o tema encerrou visita à região manifestando preocupações sobre respeito aos direitos humanos por israelenses e palestinos.

Daniela Kresch, da Rádio ONU em Tel Aviv.

Ao fim de uma visita a Israel e aos territórios palestinos, sua primeira como alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay criticou o que ela chamou de descaso em relação à lei internacional que presenciou na região.

Segundo a alta comissária, a impressão é de que a lei internacional fica em segundo plano, em nome do que classificou "uma política do conflito, da paz e da segurança".

Exceção

Em entrevista em Jerusalém, Navi Pillay disse que "nenhum Estado pode se considerar uma exceção, em caso de violação da lei, que não é negociável."

Pillay contou ter se encontrado com vítimas palestinas da violação de direitos humanos por Israel em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

A comissária da ONU também se reuniu com vítimas israelenses de ataques palestinos na cidade de Sderot, a 1km de Gaza.

Lei Internacional

A alta comissária da ONU afirmou que é uma "observadora imparcial e apolítica,", interessada apenas que a lei internacional seja cumprida. E, como tal, se mostrou preocupada com o que presenciou.

Ela criticou especificamente os assentamentos habitados por cidadãos israelenses em território palestino, considerados ilegais internacionalmente.

Outro ponto foi a anexação, por Israel, de Jerusalém Oriental, onde, segundo ela, palestinos são coagidos a deixar suas casas, muitas vezes demolidas, através do cancelamento de permissões de residência.

Bloqueio

Navi Pillay também se referiu à barreira da Cisjordânia e ao bloqueio econômico à Faixa de Gaza.

A comissária não poupou os palestinos de críticas, que, segundo ela, também "têm violado os direitos humanos por anos."

Ela apelou para que grupos islâmicos em Gaza "parem imediatamente com o lançamento de projéteis contra solo israelense e que libertem o soldado Guilad Shalit no cativeiro há mais de quatro anos."

Ela também citou as prisões indiscriminadas de opositores políticos e a diminuição dos direitos das mulheres, principalmente em Gaza.

Pillay defendeu a investigação de todas as violações, perpetradas tanto por israelenses quanto por palestinos. 

 

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