ONU condena intimidações a jornalistas e ativistas no Egito
BR

4 fevereiro 2011

Segundo agências de notícias, trabalhadores da imprensa estão sendo agredidos sistematicamente; algumas equipes tiveram que interromper reportagens; âncora da CNN, Anderson Cooper, já foi agredido duas vezes.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou a violência a jornalistas e ativistas no Egito.

Em comunicado, nesta sexta-feira, Pillay disse que o assédio a esses grupos deve acabar. Ela pediu ainda que todos os profissionais da imprensa e ativistas presos durante os protestos sejam libertados imediatamente.

Mortos e Feridos

De acordo com agências de notícias, dezenas de milhares de egípcios voltaram à Praça Tahrir, nesta sexta-feira, para pedir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, no cargo há 30 anos.

O governo egípcio informou que oito pessoas morreram e 800 ficaram feridas nas manifestações que começaram no último dia 25.

Mas relatos recebidos pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU sugerem que pelo menos 300 pessoas morreram e o número de feridos pode chegar a 4 mil.

Restrições

Na quinta-feira, durante uma visita à Alemanha, o Secretário-Geral, Ban Ki-moon, disse que as restrições impostas à mídia internacional e grupos de direitos humanos eram "ultrajantes".

A rede de TV americana CNN informou que um de seus âncoras, o apresentador Anderson Cooper, foi agredido por manifestantes por dois dias consecutivos. Na primeira vez, ele recebeu 10 socos na cabeça e teve parte de seu equipamento danificado no ataque.

Há relatos de que, ainda na quinta-feira, outras equipes tiveram que interromper o trabalho e voltar ao hotel por questão de segurança.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud