Nações Unidas pedem ao Irã para suspender pena de morte
BR

2 fevereiro 2011

Alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, informou que pelo menos 66 pessoas foram executadas no país somente em janeiro.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU pediu ao governo do Irã que suspenda a aplicação da pena de morte no país. O apelo foi feito pela alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, nesta quarta-feira.

Num comunicado, ela informou que somente em janeiro, 66 pessoas foram executadas no Irã incluindo ativistas políticos.

Forca

Pillay disse que está triste com o fato de apesar de vários apelos pelo fim das execuções, o Irã não ter atendido, e ao contrário, haver aumentado o número de condenações à pena capital.

Pelos relatos do governo, a maioria das execuções era relacionada ao uso ou tráfico de drogas. Mas entre os condenados à forca, havia três presos políticos.

Dois deles haviam sido detidos durante os protestos de setembro de 2009 contra o resultado das eleições iranianas. Os três homens enforcados no mês passado foram condenados por "inimizade a Deus".

Liberdade

A alta comissária da ONU afirmou que dissidência não é crime. Ela lembrou que o Irã faz parte do Tratado Internacional de Direitos Civis e Políticos, que garante a liberdade de expressão e associação.

Ainda nesta quarta-feira, dois relatores independentes da ONU incluindo a juíza brasileira, Gabriela Knaul, pediram ao governo de Teerã que declare a moratória à pena de morte.

Knaul disse que em muitos casos, as pessoas condenadas não tem acesso à assistência legal. E que os advogados e familiares sequer são informados dos planos de execução.

 

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