Pillay alerta para número de mortos e presos no Egito
BR

1 fevereiro 2011

Segundo alta comissária, relatos não-confirmados sugerem que 300 pessoas morreram e mais de 3 mil foram detidas durante os protestos contra o presidente Hosni Mubarak.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, afirmou que está preocupada com o número crescente de mortos e feridos nos protestos contra o governo do Egito.

Em comunicado, Pillay informou que relatos não-confirmados sugerem que 300 pessoas foram mortas e mais de 3 mil presas em oito dias de manifestações.

Movimento

Os egípcios saíram às ruas para pedir a demissão do presidente, Hosni Mubarak, que está no poder há 30 anos. Segundo agências de notícias, nesta terça-feira, os organizadores esperam reunir 1 milhão de pessoas na praça Tahrir, no centro da capital Cairo.

Para a alta comissária da ONU, os manifestantes organizaram um movimento popular extraordinário e estão protestando de formas pacífica e corajosa.

Pillay pediu ao governo egípcio que ouça o clamor popular por direitos humanos e democracia.

Investigação

Ela disse que as autoridades egípicias devem evitar o uso da força. Segundo a alta comissária deve haver uma investigação para apurar a violência dos últimos dias no país.

Pillay afirmou que é obrigação das autoridades proteger os civis, incluindo o direito à vida, à liberdade de expressão e reunião.

A alta comissária afirmou que ao que parece, a população está rejeitando um sistema que privou os egípcios de direitos fundamentais, além de - segundo ela - cometer uma série de violações sérias.

Pillay disse que ao manter um estado de emergência por 30 anos, o governo demonstrou que os direitos humanos não são uma de suas maiores preocupações. O estado de emergência foi declarado após o assasinato do ex-presidente Anwar Sadat em 1981. 

 

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