Ban apela à protecção dos direitos dos cidadãos no Egipto

28 janeiro 2011

Secretário-Geral pede a protecção das liberdades civis; governo egípcio instado a investigar a morte de manifestantes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU pediu, esta sexta-feira, ao governo do Egipto que proteja os direitos dos cidadãos, particularmente as liberdades de expressão, informação e reunião enquanto decorrem protestos em todo o país.

Em várias cidades, centenas de manifestantes saíram à rua exigindo que o presidente Hosni Mubarak, no poder há 31 anos, deixe o cargo. As autoridades declararam estado de emergência. Segundo agências de notícias, pelo menos 18 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas.

Exército

De acordo com os mesmos relatos, a internet e os telemóveis do país estão inacessíveis.

Segundo as informações, manifestantes cercam edifícios oficiais, incluindo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a rádio estatal e a sede do partido do governo, NDP, que foi posta em chamas.

Liberdades

Em declaração a jornalistas em Davos, Ban Ki-moon defendeu que um dos princípios da democracia é a protecção e garantia de liberdade de expressão dos cidadãos.

Antes, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu que as autoridades egípcias investiguem as mortes.

Em comunicado, Pillay exortou igualmente o governo a garantir a segurança e a justiça, e que sejam indemnizadas as vítimas da violência e os seus familiares.

Pillay pediu igualmente que sejam investigadas alegações sobre o uso excessivo da força por parte da polícia, para dispersar os manifestantes.

 

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