Divisões nos líderes africanos em torno da crise marfinense preocupam Ban

28 janeiro 2011

Secretário-Geral defende a preservação da integridade e dos fundamentos democráticos; número de refugiados marfinenses na Libéria ultrapassa os 31 mil.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU manifestou, esta sexta-feira, sua preocupação com as divisões existentes entre os líderes africanos, em torno da situação em Cote d'Ivoire.

Segundo agências de notícias, forças de segurança leais ao presidente em exercício, Laurent Gbagbo, cercaram todas dependências do Banco Central da África Ocidental, Bceao, sedeado na capital marfinense, Abidjã.

Cerco

O cerco ocorreu após a instituição ter reconhecido Alassane Ouattara como o vencedor das presidenciais de 28 de novembro. A comunidade internacional também reconheceu Ouattara como presidente-eleito.

Falando numa conferência de imprensa na capital etíope, Addis Abeba, onde vai participar na 16ª Cimeira da União Africana, Ban Ki-moon disse que as diferenças de opinião são "inoportunas."

Diferenças

Segundo o Secretário-Geral, um dos princípios fundamentais da democracia que é a "vontade genuína das populações" deve ser reflectida na vontade do povo, e neste caso, trata-se da vontade do povo marfinense, demonstrada e expressa nas eleições presidenciais. Ele pediu que Gbagbo e os seus simpatizantes respeitem a decisão popular expressa no pleito

Segundo informações do Alto Comissariado das Nações Unidas, Acnur, existem cerca de 31,300 refugiados no leste do país, fugidos na violência e tensão.

Em nota, a agência refere que espera-se a chegada de um segundo lote de auxílio à capital liberiana Monróvia, no princípio desta semana.

 

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