Onusida reage a assassinato de activista gay no Uganda

28 janeiro 2011

David Kato foi morto a marteladas, segundo a imprensa local; o país africano proíbe relações entre pessoas do mesmo sexo.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Onusida, condenou o assassinato de um activista gay no Uganda.

Segundo agências de notícias, o professor de escola primária, David Kato, foi morto a pancadas de martelo, nesta quarta-feira. Ele era um dos maiores críticos da Legislação Anti Homossexualidade aprovada pelo país.

Família e Conhecidos

Em nota, o Onusida pediu ao Uganda que garanta a segurança dos homossexuais no país africano.

A lei ugandesa proíbe relações entre pessoas do mesmo sexo e prevê punição para o crime. Pelas regras, relações homossexuais podem levar o infractor a três anos de prisão caso este não se identifique em 24 horas.

Quem se negar a denunciar membros da família, conhecidos ou até mesmo defensores dos direitos dos homossexuais também se arrisca a ser detido.

O director-executivo do Onusida, Michel Sidibé, pediu ao governo do Uganda que investigue a fundo o assassinato de David Kato. O Unusida e vários parceiros internacionais querem o fim da lei contra a homossexualidade.

Em todo o mundo, existem cerca de 80 países que classificam a homossexualidade como crime.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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