Unicef quer acção urgente para conter cólera em Côte d'Ivoire

28 janeiro 2011

Surto provocou sete mortos num bairro arredores da capital; Unicef diz-se empenhado para evitar o pior.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque

Sete mortos e 35 casos confirmados de cólera, foram registados até quinta-feira em Adjamé, um subúrbio da capital marfinense Abidjã, anunciaram as autoridades locais de saúde. O índice de mortalidade devido à doença situa-se nos 7%.

A representante no país do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, Sylvie Dossou, disse que a agência "trabalha com os seus parceiros incluindo a Organização Mundial da Saúde, OMS, com vista a dar resposta ao surto."

Rapidez

Vários doadores internacionais retiraram o seu apoio às autoridades sanitárias de Côte d'Ivoire, na sequência da situação de instabilidade politica que se seguiu às presidenciais de 28 de novembro.

Segundo o Unicef, há que agir com rapidez para evitar o pior no pais também conhecido como Costa do Marfim.

A cólera é infecciosa e extremamente virulenta podendo matar em poucas horas, refere a OMS.

De acordo com a agência, o tratamento é eficaz em mais de 8 em cada dez doentes que tenham acesso à administração de sais para rehidratação oral.

Assistência

O Unicef disse terem sido distribuídas grandes quantidades de sabão, kits para o tratamento da doença e cartazes para sensibilização pública e promoção de práticas higiene.

A agência anunciou a chegada, para breve, de um lote que inclui medicamentos para tratar cerca de mil pacientes e material de sensibilização.

 

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