Advertência contra violência sexual para fins políticos em Côte d'Ivoire

27 janeiro 2011

Representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, aponta indícios de violações obedecendo a uma selecção criteriosa das vítimas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, condenou "nos seus termos mais fortes" o emprego da violência sexual como meio para atingir objectivos políticos em Côte d'Ivoire .

Num comunicado emitido esta quinta-feira, ela refere haver informações que sugerem casos de violações "após uma selecção cuidadosa com base em critérios políticos", no país também conhecido por Costa do Marfim.

Incidência

Na semana passada a Missão da ONU em Côte d'Ivoire, Unoci, apontou para a ocorrência de casos de violação sexual na capital Abidjã, com maior incidência no leste do país.

De acordo com a Unoci, as vítimas incluíam menores entre os seis e nove anos.

Riscos

Margot Wallström pediu que sejam dados passos urgentes para "reverter o risco do aumento da violência sexual e com vista a garantir a protecção dos civis, especialmente de mulheres e de raparigas."

Ela lembrou que o Conselho de Segurança reiterou, em dezembro, a sua prontidão em considerar a violência sexual na imposição de medidas contra as partes.

O país da África Ocidental vive uma situação de instabilidade, desencadeada após a realização da segunda volta das eleições presidenciais de 28 de novembro.

Tanto o líder cessante, Laurent Gbagbo, como o presidente-eleito, Alassane Ouattara, nomearam governos em Abidjã.

 

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