ONU quer que novo governo do Líbano coopere com Caso Hariri
BR

26 janeiro 2011

Em nota, Secretário-Geral disse que esperar que qualquer gabinete formado no país se atenha às obrigações internacionais que o país assumiu.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas afirmaram que o trabalho do Tribunal Especial para o Líbano não deve ser afetado por mudanças políticas.

A declaração foi dada pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, em nota lida pelo seu porta-voz, nesta terça-feira, em Nova York.

Demissão em Massa

Ban disse esperar que o novo governo libanês cumpra as obrigações internacionais assumidas pelo país que concordou em cooperar com o tribunal. O órgão deve julgar os acusados do assassinato do ex-primeiro-ministro, Rafik Hariri.

Ele foi morto, ao lado de outras 22 pessoas, num atentado a bomba no Líbano em 2005.

A recente crise política no Líbano surgiu após a demissão de 11 ministros do gabinete do ex-premiê, Saad Hariri, filho do político assassinado.

A renúncia em massa se deu, duas semanas atrás, após o governo de Hariri ter se negado a encerrar sua cooperação com o tribunal.

Segundo a mídia local, o órgão estava prestes a indiciar integrantes do movimento islâmico supostos de envolvimento com o ataque de 2005.

Nesta terça-feira, o presidente libanês Michel Sleiman pediu a Najib Mikati que forme um novo governo. Mikati conta com o apoio do Hezbollah.

Ban pediu a todas as partes que mantenham a calma e evitem qualquer ato de violência. 

 

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