Ban saúda extradição de ex-líder rebelde ruandês para Haia

25 janeiro 2011

Callixte Mbarushimana é suspeito de cometer crimes contra a humanidade e crimes de guerra no território da República Democrática do Congo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU saudou a entrega esta terça-feira, pelas autoridades francesas, de um antigo líder do grupo rebelde ruandês FDLR, ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Detido em Outubro na França, Callixte Mbarushimana foi o secretário executivo do grupo e é suspeito de cometer crimes de guerra e contra a humanidade no território da República Democrática do Congo, RD Congo.

Crimes

O TPI acredita que ele seja responsável por 11 crimes incluindo morte, tortura, violação, ataque contra civis, destruição de propriedade, tratamento desumano e perseguição.

Em Agosto, o FDLR esteve envolvido em mais de 300 violações na região congolesa do Kivu Norte. Ele nega as acusações.

Passos Decisivos

Em nota, Ban Ki-moon saúda igualmente "os passos decisivos tomados pelas autoridades judiciais alemãs para processar e julgar o presidente e vice-presidente do FDLR, Ignace Murwanashyaka e Straton Musoni".

Eles são igualmente acusados da prática de graves crimes internacionais. Ban refere que a cooperação na partilha do fardo para o julgamento dos acusados "representa um avanço no combate à impunidade".

Estabilização

Segundo apontou, a acção contra os antigos líderes contribui nos esforços para desmobilizar e repatriar membros do FDLR, "ajudando significativamente para estabilizar a RD Congo."

Ban destaca as detenções como excelente exemplo do trabalho conjunto de tribunais nacionais e internacionais, com vista a assegurar que alegados autores de graves crimes internacionais sejam responsabilizados. 

 

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