Acnur pede suspensão de deportação dos refugiados marfinenses

21 janeiro 2011

Segundo a agência, a situação de segurança e de direitos humanos em Cote d’Ivoire não favorece o retorno de cidadãos ao país; mais de 30 mil marfinenses fugiram para a Libéria.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas lançaram um apelo aos governos de todo o mundo para suspenderem o repatriamento de refugiados e de outros migrantes de Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, a actual situação de segurança e de direitos humanos não favorece o retorno destes grupos ao país da África Ocidental.

Reconhecimento

A situação foi desencadeada após a realização da segunda volta das eleições presidenciais de 28 de novembro. O líder cessante, Laurent Gbagbo, e o presidente-eleito, Alassane Ouattara, nomearam governos rivais em Abidjã.

O porta-voz do Acnur em Genebra, Andrej Mahecic, referiu que a organização saúda a decisão da Guiné-Conacri e da Libéria de reconhecer formalmente os deslocados de Cote d'Ivoire como refugiados.

Suspensão

Ele indicou que na Europa, entretanto, vários países interromperam as deportações, incluindo a dos marfinenses que não obtiveram asilo.

De acordo com o porta-voz, a posição do Acnur é no sentido dos governos de todo o mundo suspenderem os repatriamentos, até que melhore a situação de segurança e de direitos humanos. Segundo acrescentou, desde 28 de Novembro há numerosos relatos de incidentes e notícias de violações graves de direitos humanos, incluindo contra mulheres, crianças e desalojados.

O Acnur aponta a ocorrido raptos, desaparecimentos, execuções extrajudiciais e actos de violência sexual reportados da capital e de várias partes do país.

Segundo o Acnur, mais de 30 mil marfinenses fugiram para a Libéria, enquanto 18 mil desalojados internos estão concentrados no leste do país.

 

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