Crise na Irlanda pode aumentar pobreza infantil, diz relatora
BR

21 janeiro 2011

Magdalena Sepúlveda disse que os cortes nos pagamentos de benefícios às crianças, entre outros grupos já carentes, representaria um passo atrás para o país europeu.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A perita independente da ONU sobre os Direitos Humanos e Pobreza Extrema disse que a Irlanda deve colocar as pessoas no centro de suas políticas de recuperação.

Magdalena Sepúlveda, que concluiu uma visita ao país, informou que está preocupada com o corte de benefícios a crianças, especialmente as que vivem com pais solteiros.

‘Boom' Econômico

Para ela, a redução de pagamentos poderá agravar o já alto índice de pobreza infantil na Irlanda.

A perita citou ainda os casos de sem-teto, pessoas com deficiência, migrantes e trabalhadores rurais, que também perderam com o novo orçamento. Para Magdalena Sepúlveda, a crise financeira na Irlanda põe em risco os grupos que mais se beneficiaram do boom econômico do passado.

Na visita, ela acompanhou o trabalho do governo para aliviar a pobreza e a exclusão social.

Qualidade

No ano passado, a Irlanda pediu ajuda financeira ao FMI e à União Europeia após enfrentar graves problemas econômicos.

A perita da ONU elogiou a ação de organizações civis no combate à crise, mas lembrou que a responsabilidade de fornecer serviços sociais de qualidade é do governo irlandês.

Magdalena Sepúlveda elogiou também a decisão da Irlanda de, apesar da crise, manter sua ajuda internacional para que outros países cumpram as Metas do Milênio até 2015.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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