ONU adverte para risco de nova crise alimentar no Níger

20 janeiro 2011

Nova avaliação aponta para índices de malnutrição que rondam os 17% em algumas regiões do país, apesar das melhorias na situação alimentar.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O índice de malnutrição aguda continua alto no Níger, embora tenham sido registadas boas colheitas, refere a ONU.

Em boa parte do país, a taxa está acima dos 15% e em duas províncias atinge os 17%, refere uma avaliação publicada, esta quinta-feira, pelo Programa Mundial da Alimentação, PMA, e a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Dificuldades

Segundo o documento, a falta de acesso às unidades sanitárias aliada à pobreza extrema, continuam a ameaçar a população que vive em situação alimentar difícil. O documento aponta que várias famílias ficaram endividadas devido à crise.

O relatório apela à comunidade internacional a providenciar assistência ao país da África Ocidental para impedir que sejam revertidos os ganhos obtidos na produção e na segurança alimentar.

Subsistência

No ano passado, o governo nigerino, em parceria com a ONU, lançou uma intervenção para mitigar os efeitos da carência alimentar e nutricional. A crise ameaçou mais de 7 milhões de pessoas e os meios e subsistência de agricultores e pastores do país.

De acordo com as agências, a produção alimentar aumentou em 60%, o gado sobreviveu à seca e foram restaurados os pastos, como resultado da intervenção e da boa época de chuvas.

Estímulos à produção

Com o índice de malnutrição aguda ainda alto, o relatório pede que seja melhorada a capacidade de compra, assistindo os pastores na reposição do gado e em estímulos para a produção de tubérculos.

O relatório aconselha também a reposição dos bancos de cereais, o apoio às redes de comercialização e a continuação do suporte aos centros de alimentação para o malnutridos.

 

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