ONU pede afastamento de suspeitos de violação em massa na RD Congo (Português África)

19 janeiro 2011

Segundo relatos, mais de 30 mulheres foram violadas na noite do Ano Novo; julgamento deve começar na próxima semana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco, pediu o afastamento do comandante e um adjunto da unidade militar suspeitos de envolvimento com violações.

Os crimes ocorrreram na noite de Ano Novo, na localidade de Fizi, no leste.

Investigações

A denúncia das violações de mais de 30 mulheres foi feita pela ONG Médicos Sem Fronteiras . O comandante, que nega as acusações, diz que os soldados que atacaram a localidade desobedeceram às suas ordens.

De acordo com o porta-voz do Secretário-Geral da ONU, Martin Nesirky, dois comandantes militares da área fugiram e os restantes devem ser julgados num tribunal a ser criado na localidade, na próxima semana.

Segundo o porta-voz, a missão apelou à acção imediata por parte das autoridades, para levar os perpetradores das violações à justiça.

Detenções

A representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, apelou recentemente às autoridades do país a investigarem sem demoras as alegações.

A Monusco anunciou a prisão de 10 soldados suspeitos de violação e sequestros no país.

Exército

O caso é tido como incidente mais grave envolvendo o Exército onde têm ocorrido vários casos de violações em massa.

Há poucos meses, a equipa dos direitos humanos confirmou a violação de mais de 300 civis, entre 30 de Julho e 2 de Agosto, na região de Walikale, também no leste da R D Congo.

 

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