Somalis sofrem no seu país e no Iémen, refere António Guterres

18 janeiro 2011

Alto comissário da ONU para Refugiados pede a autoridades iemenitas que permitam acesso da ajuda humanitária a todos os necessitados; mais de 170 mil refugiados somalis vivem no Iémen.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres disse estar sensibilizado com a situação precária em que vivem os refugiados somalis no Iémen.

Ele apontou que os mais de 170 mil somalis abrigados no país asiático, estão impossibilitados de regressar à Somália devido aos conflitos e, sem opção, vivem no limbo nos campos de refugiados locais.

Visita Conjunta

Guterres falava no fim da sua visita ao Iémen, na qual se fez acompanhar pela comissária europeia para Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva.

Numa deslocação ao campo de Kharaz, que acolhe 14 mil somalis, Guterres lembrou às autoridades a permitirem o acesso à ajuda humanitária a todos os necessitados sem discriminação.

Traumatizados

O alto comissário disse ter encontrado vários somalis traumatizados pelas viagens perigosas em direcção ao Golfo de Áden, a partir do Djibuti. Eles vivem em casas precárias e expostas ao intenso vento do deserto.

No local, milhares de manifestantes chamaram atenção para o ambiente de frustração no campo, que acolhe a maioria dos refugiados somalis. Em resposta, Guterres observou que os refugiados "sofrem na Somália, durante a fuga e também no Iémen".

Estratégia

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, leva a cabo uma nova estratégia para servir para e melhorar serviços às populações no Iémen integrando as componentes de educação, projectos de microcrédito, cuidados de saúde e assistência legal.

 

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