Angolana dá exemplo de solidariedade às vítimas do terramoto no Haiti

12 janeiro 2011

Adelaide da Costa Ferraz, em Luanda, diz que Haiti precisa de ajuda de África para enfrentar inúmeros desafios de reconstrução, incluindo a mitigação da cólera.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O primeiro aniversário do terramoto no Haiti, celebrado esta quarta-feira, marca também exemplos de movimentos que incentivaram a ajuda em benefício dos afectados.

De África, a angolana Adelaide da Costa Ferraz, em Luanda, disse ter havido motivação maior que as dificuldades.

Família

"Os principais é que são todos humanos. Nós, e os haitianos somos como uma família, queiram ou não, eles saíram de África, somos uma família só. A identidade deles é africana", disse.

O terramoto de 12 de Janeiro matou mais de 220 mil pessoas e desalojou mais de 1,5 milhão de outras. Tendo vivido durante 11 anos no país, Adelaide disse ter conseguido mobilizar dezenas de pessoas no seu país de origem.

Esquema de Contactos

Ela estabeleceu um esquema de contacto entre haitianos carenciados e patrocinadores em Angola. Estes enviavam valores através da agência de transferência financeira Western Union.

"Vai haver mais coisas. Quero fazer a ponte entre Angola e o Haiti", frisou.

Graças à iniciativa do casal Elison e Adelaide, perante imagens de pessoas carentes de alimentos, roupa e outros artigos, continua o elo ente angolanos e cidadãos haitianos.

Ela diz que vai prosseguir com a campanha pelo facto do país estar a ser assolado pela cólera.

 

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