Instabilidade em Cote d’Ivoire deve ter fim pacífico, diz Ouattara
Presidente-eleito do país sublinhou, em entrevista à Rádio Unoci, ter o apoio da maior parte do exército do país da África Ocidental.
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.
O presidente-eleito e internacionalmente reconhecido de Cote d'Ivoire, também conhecida por Costa do Marfim, disse desejar uma solução pacífica para a instabilidade política.
As declarações de Alassane Ouattara foram feitas esta quarta-feira, na capital marfinense, Abidjan, numa entrevista concedida à Rádio da Missão das Nações Unidas em Cote d'Ivoire, Unoci. Ele frisou ser importante que os actores-chave no processo se submetam ao veredicto das urnas.
Actores-chave
A Cote d'Ivoire tem estado mergulhada numa situação de incerteza política, após o presidente em exercício, Laurent Gbagbo, ter-se recusado a aceitar os resultados das presidenciais de 28 de novembro.
As Nações Unidas endossaram a vitória de Alassane Ouattara, apesar de Gbagbo reclamar vitória no escrutínio.
Aceitação dos Resultados
Alassane Ouattara assinalou como exemplo positivo, a aceitação dos resultados da primeira volta pelo candidato e ex-presidente Henri Bédier, e apelou a Laurent Gbagbo que aceite os resultados do pleito, evitando uma intervenção militar.
Segundo Alassane Ouattara, Laurente Gbagbo perdeu as eleições e deve ser magnânimo. Ele acrescentou que a intervenção do Tribunal Constitucional com números que não reflectem a lei ou a verdade não deve suportar a sua manutenção no poder.
Votos
Ouattara disse que no escrutínio teria recebido 63% dos votos dos membros do exército e que conta actualmente com o apoio mais de 90%.
Entretanto, o subsecretário-geral da ONU para as Operações de Manutenção de Paz, Alan Le Roy, avançou a possibilidade do envio de mais 1 mil ou 2 mil capacetes azuis para Cote d'Ivoire.
Falando após um encontro no Conselho de Segurança, Alain Le Roy, disse que irá avançar com o pedido com vista a preencher o vazio deixado pela tropas da Missão da ONU na Libéria, Unmil, enviadas temporariamente para o país durante o período eleitoral.